Marcelo Torca
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Acordes: de Melodias a Harmonias

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Acordes

De Melodias a Harmonias

 

Chords

From Melodies to Harmonies


 

Marcelo Morales Torcato

César Fernandes Ribeiro Filho

 

  1.  
  2. RESUMO

 

Este trabalho analisa os Acordes e a sua formação. Tal abordagem se faz necessária devido a sua utilização praticamente em todas as músicas, mas que tem uma maneira de usar estes acordes, dependendo de como a música é ou que ela seja. O objetivo deste trabalho é entender como se inicia a trabalhar com acordes. Este propósito será conseguido através da revisão bibliográfica e foi feita uma pesquisa bibliográfica no Google Acadêmico sobre Acordes de Artigos Científicos nos últimos dez anos, a escolha foi feita por Artigos que falassem de acordes na sua formação, a importância da melodia para formar acordes. A análise demonstrou como os acordes são formados e a relação das melodias com os acordes, já que estas dão o direcionamento para formar os acordes.

Palavras-chave: Harmonia. Cifras. Solo harmonizado.


 

Abstract

 

This paper analyzes chords and their formation. Such an approach is necessary due to their use in practically all music, which requires a specific way of utilizing these chords depending on what the music is like or what it aims to be. The objective of this work is to understand how to begin working with chords. This purpose was achieved through a literature review, and a bibliographic search was conducted on Google Scholar regarding scientific articles on chords published over the last ten years; the selection focused on articles that addressed chord formation and the importance of melody in forming chords. The analysis demonstrated how chords are formed and the relationship between melodies and chords, given that melodies provide the direction for chord formation. 

Keywords: Harmony. Chord symbols. Harmonized solo. 



 

1 INTRODUÇÃO


 

Os acordes são formados de acordo com a melodia da música, ou a sequência que se quer dar a música, podendo usar a Matemática de forma mais explícita, ou então, trabalhar com combinações de terças. O filósofo antigo Pitágoras, contribuiu para o começo do entendimento dos acordes, encontrando as notas musicais que são a base dos acordes. Há exemplos de músicas que foram usadas como material de pesquisa dos artigos relacionados, onde cada situação tem uma resolução ao menos no campo dos acordes.

Os acordes possuem várias combinações, onde os tons formam relações entre os acordes, e estes podem ser classificados em relação a escala, sobre o grau de importância, onde a posição da nota num acorde pertencente à uma escala, determina a sua classificação. Os acordes podem ser trabalhados e substituídos, mediante a troca de algumas notas, onde a tensão vai variar.

Saber como os acordes são formados e as regras que o formam tem a sua importância, pois assim, fica mais fácil compreender onde utilizar os acordes na música. A melodia relaciona-se diretamente com a formação do acorde, e isso importa, pois é onde que se entende quais acordes poderão ser utilizados, é uma relação com a melodia. Em cada instrumento tem a sua formação própria de acordes, onde há instrumentos harmônicos e solistas, mas todos podem fazer acordes, os solistas fazem através de arpejos.

É importante saber que as tríades são classificadas em maiores; menores; diminutas; e aumentadas, sendo que a sonoridade de cada tipo é própria da classificação. Assim os acordes podem influenciar na emoção da música. Na harmonia ou acordes, a linha do baixo vai determinar os acordes selecionados.

Este trabalho aborda os acordes, partindo da questão sobre como harmonizar uma música? Há várias possibilidades, encaixando a nota da melodia numa terça sendo parte do acorde, baseando-se nos tons das escalas, experimentando os sons para saber quais combinam.

Tal abordagem se justifica pelo conhecimento sobre como organizar os acordes numa música.

É importante ressaltar também a importância do trabalho para o estudo. 

O objetivo deste trabalho é entender a formação dos acordes; entender a relação da melodia com os acordes. 

Este propósito será conseguido através da revisão bibliográfica.

 

 

 

2 Acordes

 

 

Os acordes são formados de acordo com a melodia e a tonalidade da música, podendo pensar que é uma sucessão de terças, ou calcular por intervalos musicais, ou ainda, tentar resolver pela escala que forma o acorde. Existem várias possibilidades para entender os acordes, interpretar as funções que lhes cabem, sem falar que a linha do baixo, é o começo para montar acordes, seria a parte mais grave e a tônica ou fundamental do acorde, mas se esse estiver no estado fundamental, pois poderá estar numa inversão, e aí se faz necessário entender as funções dos acordes em relação a melodia, já que a música não é apenas de acordes, mas de melodias e acordes, onde os acordes estão em função das melodias.

Os acordes podem ser tocados em arpejo, ou harmonicamente, tudo vai depender do instrumento musical e da característica do arranjo, se está pedindo algo mais suave, ou algo mais pesado. Os acordes nasceram de uma sucessão de melodias tocadas ao mesmo tempo, e através dos séculos, a aceitação de intervalos combinados foi adquirindo formatos diferentes até chegar no que conhecemos hoje.




 

3 MATERIAL E MÉTODO

 

A pesquisa foi realizada no Google Acadêmico, onde a partida para a pesquisa foi sobre artigos científicos de no máximo a dez anos feitos sobre “Acordes”, a escolha dos trabalhos foi como falavam e faziam entender a formação de acordes, aplicações nas músicas e a origem, como foi o começo. A estrutura da formação dos acordes é importante para entender com trabalhar com os acordes.


 

Música e Modelagem Matemática: Representação de  uma escala musical por meio de modelo matemático

O filósofo grego encontrou algumas das notas que fazem parte da escala maior natural de Dó (C), sempre partindo da ideia de harmonia  entre as notas tocadas. Mas o leitor poderia perguntar: Quer dizer que  Pitágoras descobriu e formalizou o que se chama hoje de escala  musical? A resposta seria não! Por meio dessas relações de divisões, ele  conseguiu encontrar seis das sete notas pertencentes a escala maior do  Dó, pois quando a nota Si foi dividida, encontrou-se uma nova nota que  destoava do Dó. Então ele parou seu experimento por aí, não utilizando a nota Si. 

Após Pitágoras, os chineses e os ocidentais continuaram as  pesquisas com as notas musicais, a fim de suprir novas necessidades. O  que Platão (2000) considerava perigoso, o surgimento de novas formas  para “fazer música”, não foi motivo de conforto ou medo para as  civilizações do ocidente. Comparando as frequências de cada nota por meio da tecnologia cedida da física, os estudiosos encontraram uma  nova escala batizada de escala cromática. Surgem mais cinco notas que  precisaram de nomenclaturas novas. 


 

O uso de vizinhanças de terceira em harmonias de Hélio Delmiro

Por outro lado, assim como no exemplo anterior, de acordo com aquele ponto de vista segundo o qual não haveria possibilidade de expansão tonal por picardia no modo menor, estaria aqui também envolvido um outro tipo de relação, possibilitando a presença desse DMaj7 na tonalidade de Sol menor. Trata-se do mencionado recurso de forjar um ambiente maior através da relação com a região da relativa maior (Bb: em Gm:), mas, neste caso, vinculando-se em seguida a respectiva região de mediante (D: em Bb: e, portanto, D: em Gm:) (cf. Freitas, 2010, p. 222).


 

DÓ, RÉ, MI, FÁ SONS E SENTIDOS: A LEITURA MUSICAL E UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE LETRA/MÚSICA E ACORDES MAIORES E MENORES 

Realizar tais leituras de obras musicais está, majoritariamente, relacionada ao

uso de acordes maiores e acordes menores. Um acorde musical é um conjunto de três ou mais notas tocadas simultaneamente. Essas notas são espaçadas em intervalos específicos, geralmente em terças. A nota mais baixa de um acorde é chamada de fundamental ou tônica, e as outras notas são chamadas de terça, quinta, sétima e assim por diante, dependendo da quantidade de notas presentes no acorde. De acordo com diversos estudos na área da psicologia da música, acordes maiores estão frequentemente associados a sentimentos de alegria e felicidade.


 

Acordes em bloco na versão de Antonio Adolfo para a música Gaúcho (Corta-jaca), de Chiquinha Gonzaga

Destacamos que as características abordadas neste item contemplam a construção de blocos em naipes e também para o uso ao piano, assim sendo, iremos diferenciá-las quando necessário.

Abordaremos os seguintes aspectos: (1) tipos de construção dos blocos; (2) harmonização de notas que não pertencem ao acorde (notas melódicas) e (3) substituições de notas do acorde por notas de tensão harmônicas.

O uso dos acordes em bloco ao piano se popularizou nos Estados Unidos, durante as décadas de 1940 e 1950, onde “muitos pianistas desenvolveram uma maneira de tocar melodias harmonizadas com as duas mãos que ficou conhecida como locked hands4 ou block chords” (acordes em bloco) (VALERIO, 2005, p.265 ). MEHEGAN (1964, p.129), escreveu que “... a sonoridade advinda desta técnica remete a uma das grandes inovações de arquitetura na história do piano jazz...”.

O tipo de um bloco é determinado pela distância entre suas notas. A posição fechada é o tipo na qual “as notas do bloco estão próximas umas das outras, separadas por intervalos de terça ou quarta” (GUEST, 1996, p.69). Neste tipo, as notas estão mais próximas possíveis mantendo a ideia de acorde e sem cair na identidade de cluster (segundas).

As notas da melodia que não pertencem ao acorde indicado na cifra podem ser harmonizadas das seguintes maneiras: (a) considerada substituta da nota de acorde imediatamente inferior; ou (b) com acordes dominantes; ou (c) com acordes de aproximação diatônica ou, ainda, (d) com acordes de aproximação cromática (GUEST, 1996).


 

Tétrades; Um Estudo de Harmonia Aplicado à Guitarra Elétrica

Uma tétrade é conseguida por meio da superposição de uma terça sobre uma tríade básica qualquer. Dessa forma, o acorde passa a ser constituído de quatro notas separadas por intervalos de terça que são, respectivamente, a fundamental da tétrade, sua terça, quinta e sétima. De acordo com a classificação sofrida por cada intervalo constituinte do acorde, uma tétrade pode se configurar de diferentes maneiras.

A cifragem harmônica é a maneira pela qual representamos um acorde por meio de letras do alfabeto. Basicamente, a letra representa a fundamental do acorde cujas relações são: A – lá, B – si, C – dó, D – ré, E – mi, F – fá, G – sol. O acorde perfeito maior 8 é representado usando somente a letra básica em maiúsculo. No caso dos acordes perfeitos menores 9, acrescenta-se a letra “m” minúscula ao lado da letra. As representações numéricas adicionadas à cifra básica se referem às notas acrescentadas ao acorde de acordo com sua relação intervalar.


 

MÚSICA POPULAR: ARRANJO COMO DIMENSÃO DO COMPOR de ALFREDO JOSÉ MOURA DE ASSIS

Os autores dos manuais aparentam não se interessar pelas questões contextuais, tampouco destacam o que acontece entre melodia e letra. Numa outra corrente, considero que a melodia, utilizando várias fontes, faz com que o arranjo se comunique mais eficazmente. Assim, a partir do que é observado nos manuais criam-se conexões com o que vai sendo descoberto no correr da investigação. Vimos que o contato com a natureza das coisas deveria dirigir as escolhas do arranjador. E a desenvoltura com que lida com a ideia seria proporcional à naturalidade com que maneja suas competências intelecto-emocionais. Assim, pela representatividade da essência criadora no que lhe é mais basilar, os arranjos são um território onde o tratamento melódico se funde com questões como espontaneidade, criatividade e técnica. Então, se a boa melodia traz no cerne uma energia inerente que a nutre e empurra para frente, sua força é vitalizante e propala seu fluxo. Seu desenho reflete o movimento que faz durante a canção. A atitude orgânica permite que o arranjador ouça a “voz da música”. Se esse lado “natural” prevalece, cabe, também, medir-lhe as proporções, porque o que é natural para um, pode não o ser para outro. É mais fácil, então, acreditar que a prática pode melhorar a percepção do arranjador, fazendo  com que ele aprenda com a vida o que ela tem a ensinar: “Nem sempre ganhando / nem sempre perdendo, mas / aprendendo a jogar”.


 

Posições de acordes e memória física do diapasão da guitarra Joaquim Pedro de Oliveira Ribeiro

Contrastando com a flexibilidade na atribuição de peças e estudos aos alunos, o caderno de apoio Conhecimento do Instrumento e Desenvolvimento Técnico (CIDT) surge como documento orientador do trabalho da técnica com os alunos dos vários níveis. Este caderno  integra uma série progressiva trimestrale anual de escalas, harpejos e acordes em tonalidades maiores e respetivas relativas menores, tendo por base o sistema CAGED3. As escalas e harpejos - referidas internamente por unidades técnicas - preveem o trabalho autónomo do aluno, sendo incentivada a exploração de transposições daquelas cujas posições são móveis, bem como o seu aperfeiçoamento em grupo, dado tratar-se de um elemento de aprendizagem e avaliação transversal a todos os alunos do mesmo nível.

Os critérios e momentos de avaliação na disciplina são dados a conhecer aos alunos e encarregados de educação através da partilha de um caderno do qual consta toda a informação relativa aos momentos de avaliação e estruturação de cada trimestre.

 

INICIAÇÃO AO VIOLÃO ACOMPANHADOR POR MEIO DE CIFRAS E DIAGRAMAS DE ACORDES: Um relato de experiência.

“No início dos estudos eu costumo separar os acordes básicos da seguinte forma:

- As tríades maiores (com exceção das tríades com acidente, pois geralmente são utilizadas com pestana) como C, D, E, F (usando F7M e chamando ainda assim de F), G, A e B (usando B7 e chamando ainda assim de B). Eu costumo utilizar a base do "CAGED " para as primeiras 4 formas, por serem sem pestana, mas consegui utilizar uma adaptação do F (por F7M) e B (por B7) para ampliar as possibilidades de músicas que podem ser aprendidas no início, tendo em vista que a partir do CAGED, estas duas formas são feitas com pestana. O fato de não chamar o acorde de F7M (figura 8) que está sendo usado como F pelo nome correto, é que, é interessante que o aluno não se confunda com nomenclaturas muito complicadas a princípio, pois pode gerar dúvidas acerca dos nomes diferentes que não cabem a este momento. É preferível que o aluno aprenda a tocar F7M o chamando de F (mesmo que possa trazer problemas em músicas no tom de Bb, por exemplo, apesar de ser um tom de música que costumo ensinar depois do estudo de

pestana) do que o confundir com uma cifra cheia de informações que possam gerar dúvidas.

Assim, futuramente, quando o aluno começar a estudar a pestana, ele entenderá que o F que ele fazia, era o F7M, e o F baseado no CAGED é feito com pestana. Mas a vantagem é que ele terá que lidar com apenas uma diferença de nome, mas já estará acostumado a tocar várias músicas que utilizam o F e irá perceber que este fato apenas facilitou o momento inicial dos seus estudos, ao invés de dificultar ou criar barreiras que quebrassem a sua motivação. Portanto o mesmo se aplica na utilização do nome B para o acorde B7.

 

Construindo arranjos com tríades ao piano durante a pandemia: relato de interação musical informal via aplicativo de mensagens instantâneas a partir de uma perspectiva neurocientífica Marcelo Alves

 

No 14o dia de interação a participante relatou que não conseguia tocar as duas mãos juntas. Pedi-lhe, então, que gravasse as mãos separadas. No dia seguinte (15o) ela enviou dois vídeos, um em que tocava a melodia, na mão direita, e outro com os acordes, na mão esquerda. A leitura da melodia na mão direita fluiu sem empecilhos, mas a interpretação dos acordes sugeridos provou apresentar certa complexidade para a participante. Perguntei-lhe se havia dificuldades para montar os acordes menores com fundamentais em teclas brancas. Se fosse possível, bastaria transportá-los para encontrar a posição dos acordes menores iniciando em tecla preta. Agendamos então uma chamada de vídeo para esclarecer melhor tais questões.


 

IDENTIFICAÇÃO DE ACORDES VIA MODELOS DE MARKOV OCULTOS MUSICALMENTE INFORMADOS

As tríades podem ser divididas em quatro categorias, maiores, menores, diminutas e aumentadas. Independente da categoria, uma tríade é composta de três notas: uma tônica, uma terça e uma quinta. A tônica especificará o nome do acorde, enquanto a terça e quinta definem sua qualidade. Para as tríades perfeitas (maiores e menores), utiliza-se a quinta justa, enquanto a terça definirá se o acorde será maior, com uma terça maior, ou menor, com uma terça menor.

A quinta, porém, pode aparecer de outras duas formas: diminuta (trítono), que quando acompanhada de uma tônica e uma terça menor forma a tríade diminuta, ou aumentada, que acompanhada de uma tônica e uma terça maior forma a tríade aumentada.


 

VOZES E ACORDES: A MÚSICA GOSPEL EM DIFERENTES ESTILOS

ANDRIELLY PEREIRA DA COSTA

Como mencionado anteriormente, as músicas do repertório foram organizadas com base na escolha pessoal. Essa seleção abrangeu tanto canções antigas, como “Divino Companheiro” lançada em 1977, que refletem influências de gerações passadas, quanto músicas atuais, a exemplo de “Se Eu Cair” de 2021. O intuito foi demonstrar a transformação que a Música Gospel sofreu ao longo dos últimos 50 anos. Essa variação temporal não só criou uma rica comparação entre os estilos, permitindo explorar as incorporações de novos elementos sonoros e estilísticos na Música Cristã Contemporânea, mas, também, um enorme desafio na elaboração dos Arranjos, na Técnica Instrumental/Vocal e na Performance Musical.


 

UMA INVESTIGAÇÃO SOBRE OS ASPECTOS EMOCIONAIS DE ACORDES

MUSICAIS EM UMA PERSPECTIVA ANALÍTICO-COMPORTAMENTAL


 

Um acorde é um elemento musical formado por duas ou mais notas tocadas simultaneamente (Schmeling, 2011). Em termos funcionais, um acorde pode ser classificado como sendo maior ou menor. Um acorde maior é formado pela combinação das notas (i) fundamental, (ii) a nota distante um intervalo de terça maior em relação a fundamental e (iii) a nota distante um intervalo de quinta justa em relação a fundamental.

De maneira semelhante, um acorde menor é formado pela combinação entre nota fundamental (i), a nota distante um intervalo de terça menor em relação a fundamental (ii) e a nota distante um intervalo de quinta justa em relação a fundamental (iii). A única diferença entre os acordes maiores e os acordes menores é a segunda nota que constitui cada um deles. Apesar dessa diferença sutil, ambos os acordes são classificados de maneiras distintas em relação ao seu aspecto emocional. Os acordes maiores são classificados como felizes e os acordes menores são classificados como tristes


 

Transcrição Automática de Acordes: Análise Espectral e Classificação.

Por Gabriel Paulino Farias da Silva

Os acordes esperados, de acordo com o site Cifras Club seriam: L ́a menor(Am), Mi menor(Em), L ́a menor(Am), Mi menor(Em), F ́a(F), e D ́o(C), at ́e o trecho recortado

para essa an ́alise. Como podemos observar no segundo espectrograma, nos 4 primeiros acordes tivemos 100% de exatid ̃ao, por ́em, ao classificar o acorde F, o Viterbi teve uma dificuldade, isso ocorre por que, na vers ̃ao da m ́usica utilizada para essa an ́alise(arquivo de  ́audio), o acorde utilizado nesse momento  ́e o F ́a com 6.o, que seria um acorde dissonante, a forma ̧c ̃ao desse acorde  ́e dado pelas seguintes notas musicais: F ́a(F), L ́a(A), D ́o(C), R ́e(D); Essa forma ̧c ̃ao se aproxima muito da forma ̧c ̃ao do acorde de R ́e menor(Dm): R ́e(D),


 

Ferramentas harmônicas aplicadas a um arranjo. Para vibrafone solo da música O Mundo é um moinho, de Cartola

Utilizamos nesse arranjo três ferramentas para harmonização da melodia: (1) Uso de guide lines; (2) Uso da 3a e 7a dos acordes; (3) Harmonização a 4 vozes. Além delas, também fizemos uso de elementos extraídos da transcrição do violão de 7 cordas da gravação da música arranjada, explicando as adaptações feitas para o vibrafone.

Com relação à melodia e acompanhamento, optamos pela seguinte divisão: a melodia é tocada prioritariamente pela mão direita, principalmente na baqueta 1 (ver Figura 1); e a mão esquerda faz a maior parte do acompanhamento.






Figura 1: Numeração das baquetas. L.H. = Mão esquerda e R.H = Mão direita.






 

Técnicas estendidas do contrabaixo auto acompanhado: aplicações nos arranjos de Canto Para Minha Morte, Metal Contra as Nuvens e No Morro da Casa Verde

O contrabaixo tem conquistado um importante espaço na música contemporânea. A partir dos esforços em meados do século XX por importantes personagens na história de sua orquestração, como Bertram Turetzky e Jean Pierre-Robert, o contrabaixo finalmente conseguiu transpor o papel de coadjuvante orquestral que lhe foi atribuído pela maioria dos compositores desde o período barroco e, até mesmo, por contrabaixistas mais conservadores ou atrelados ao repertório tradicional. Tirando proveito das novas linguagens da música dos séculos XX e XXI,

os compositores de hoje reconhecem e exploram os recursos idiomáticos do contrabaixo e de seu potencial expressivo. Neste sentido, este trabalho buscou apresentar exemplos de como as técnicas estendidas na instrumentação constituída pelo contrabaixo auto acompanhado podem ser utilizadas como ferramentas para (1) traduzir atmosferas e emoções, (2) emular, combinar ou sintetizar diferentes instrumentações e (3) se associar a recursos tecnológicos através de releituras de importantes canções do repertório popular brasileiro.



 

4 RESULTADO E DISCUSSÃO

 

Um aspecto que chama a atenção é o procedimento é configurar o contrabaixo na melodia, que é o começo da harmonização, é uma forma de escrever a música, já que o fundamento da harmonia é ter como base ou referência, a nota mais grave. Já o vibrafone para fazer arranjo utiliza duas baquetas em cada mão, sendo a que toca nos agudos é o solo, e as três seguintes fazem os acordes.

As transcrições automáticas esbarram nas regras da harmonia, quando o acorde é invertido, não costuma funcionar direito. Os acordes maiores e menores, onde a diferença é de uma terça maior para uma terça menor, mas são classificados de forma diferente quanto a emoção. Com o tempo a compreensão dos acordes muda, provocando composições realizadas de forma distintas.

As tríades ou acordes são formados pela tônica, terça e quinta, partindo do pressuposto que podem ser maiores, menores, diminutas e aumentadas. Há várias técnicas para montar acordes, ou até mesmo aprender por acordes. Além das tríades, há as tétrades, contendo tônica, terça, quinta e sétima, podendo ser no estado fundamental ou nas variações do acorde, tendo a terça no baixo, ou a quinta no baixo, ou ainda a sétima no baixo.

No começo não havia a ideia de formar acordes, mas as combinações já estavam acontecendo, chegar a ideia de ter acordes foi um processo na música, onde de certa forma, culminou em tríades e tétrades, onde a formação é própria, podendo ter organizações próprias como acordes maiores, menores, diminutos e aumentados, com a devida classificação, de acordo com a relação das terças sobrepostas formam. É importante ressaltar que Pitágoras, Filósofo Grego Antigo, encontrou as notas e deu nome a elas, mas também tivemos a contribuição do Oriente, Chineses para chegar nos acordes que temos hoje.

Os acordes podem ser explorados como uma união de terças, pode também ser acordes em bloco, onde o pianista toca os acordes com as duas mãos, mudando a forma do arranjo. As tétrades são importantes, pois introduzem as notas que vai deixar o acorde dissonante, mas que amplia os recursos. Existem várias formas de estudar os acordes, um deles é através de cadernos, onde se constroem e escrevem as notas do acorde.

Seja para estudar uma música específica e determinar, de acordo com a sequência da melodia, os acordes existentes e possíveis, pois entre dois acordes, pode haver um terceiro usado como efeito, ou como uma passagem para enobrecer o arranjo musical. Há o entendimento de que uma música vocal e instrumental tem algumas diferenças, e uma delas é como que a voz vai interpretar a música numa obra vocal, os acordes não mudam, mas dependendo da interpretação da voz, pode-se adaptar algum acorde a mais, para apoiar o desenvolvimento da voz.




 

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

 

 Os acordes possuem uma forma de arrumar a música, uma maneira de deixar a música mais elaborada ou não, o que vale é o efeito que os acordes vão dar, praticamente um pano de fundo musical, onde se pode também trabalhar o ritmo. É a maneira de como se vê, evidente que a harmonia começa com as notas graves, e delas vai se determinar o que vai dar, qual acorde será utilizado, É um sistema que tem que aprender evoluindo os conceitos e praticando, para poder memorizar com mais eficiência.

A formação de acordes através de tríades e tétrades, mostra variedade que se tem, e as possibilidades de escreveram menos um arranjo viável, já qe há momentos que é preciso fazer uma escolha, não tendo certo ou errado, mas o que soa mais agradável para cada um.

Os acordes são responsáveis pela linha de acompanhamento, e eles vão ajudar para que a música interfira em suas emoções, ou seja, que a música seja interferida na sua parte mais expressiva. A formação de pontos de expressão fará com que a música tome novos caminhos, podendo alegrar ou ficar triste.

Os acordes são necessários para acompanhar a melodia, ou seja, fazer um preenchimento sonoro, como um fundo musical, podendo ser rítmico também, criando um ambiente de sentimentos de forma geral, sendo possível alterar o movimento.

Para tocar um instrumento musical, a noção da técnica e a percepção da emoção são realidade do arranjo musical, e este vai usar acordes para fazer a melhor execução possível, e possibilitando abrir espaço para arranjos diferentes, consequentemente com resultados diferentes, mas coerentes.

Se a linha do baixo, é um caminho para nomear os acordes, dando o apoio para que os acordes sejam formados, além dessa orientação, também trabalha a parte rítmica, fazendo com que haja mais opções sonoras, abrindo espaço para a criatividade e improvisação.




 

  1. REFERÊNCIAS



 

01 PEREIRA, Afonso Abobreira; DE FREITAS MADRUGA, Zulma Elizabete. Música e Modelagem Matemática: Representação de uma escala musical por meio de modelo matemático. Ensino da Matemática em Debate, v. 7, n. 1, p. 1-33, 2020.

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02 STEIN, Marília; RAJOBAC, Raimundo; PRASS, Luciana. I MusPopUni. 

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03 DE OLIVEIRA¹, Ranieri Júnior Barbosa; LEITE, Vlader Nobre; REMÍGIO, Roberto. DÓ, RÉ, MI, FÁ SONS E SENTIDOS: A LEITURA MUSICAL E UMA ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE LETRA/MÚSICA E ACORDES MAIORES E MENORES. 

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Disponível em https://repositorio.ufmg.br/server/api/core/bitstreams/2c16b878-b7f2-4428-89fc-67c95b4dbc14/content#page=273 


 

05 DE CARVALHO BATISTA, Adriano. Tétrades; Um Estudo de Harmonia Aplicado à Guitarra Elétrica. 2006. Tese de Doutorado. [sn]. 

Disponível em https://repositorio.unicamp.br/Busca/Download?codigoArquivo=481952&tipoMidia=0 


 

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Disponível em https://repositorio.ufba.br/handle/ri/24656 


 

07 DE OLIVEIRA RIBEIRO, Joaquim Pedro. Posições de acordes e memória física do diapasão da guitarra. 2022. Dissertação de Mestrado. Instituto Politecnico do Porto (Portugal). 

Disponível em https://www.proquest.com/openview/de80ef9d007fe430b20baf566ab76735/1?pq-origsite=gscholar&cbl=2026366&diss=y 


 

08 ROMANO, Pedro Henrique Pereira. INICIAÇÃO AO VIOLÃO ACOMPANHADOR POR MEIO DE CIFRAS E DIAGRAMAS DE ACORDES: Um relato de experiência. 

Disponível em https://www.unirio.br/cla_novo/ivl/cursos/pedroromano.pdf 


 

09 ALVES, Marcelo. Construindo arranjos com tríades ao piano durante a pandemia: relato de interação musical informal via aplicativo de mensagens instantâneas a partir de uma perspectiva neurocientífica. Revista Música, v. 21, n. 1, p. 55-74, 2021. 

Disponível em https://revistas.usp.br/revistamusica/pt_BR/article/view/180590 


 

10 PITA, Rodrigo Côrtes Nogueira da Rocha. Identificação de acordes via modelos de Markov ocultos musicalmente informados. 2024. 

Disponível em https://pantheon.ufrj.br/handle/11422/22699 


 

11 COSTA, Andrielly Pereira. Vozes e acordes: a música gospel em diferentes estilos. 2025.

Disponível em  https://ri.unir.br/jspui/handle/123456789/6216 


 

12 RODRIGUES, Raone Mateus. Uma investigação sobre os aspectos emocionais de acordes musicais em uma perspectiva analítico-comportamental. 2023. 

Disponível em https://repositorio.ufmg.br/items/58aaffc4-c7a4-4316-99ef-0b055c2c6fbc 


 

13 SILVA, Gabriel Paulino Farias da et al. Transcrição automática de acordes: análise espectral e classificação. 2023. 

Disponível em https://www.repositorio.ufal.br/handle/123456789/16341 


 

14 DE OLIVEIRA, Natália Camargo Mitre. Práticas de música popular instrumental brasileira ao vibrafone: estudos e ferramentas para a performance solo com quatro baquetas. 2019. 

Disponível em https://www.researchgate.net/profile/Italan-Carneiro/publication/309548660_Anais_I_MusPopUni_2015/links/58163a4b08aeb720f6880a77/Anais-I-MusPopUni-2015.pdf 


 

15 CAMPOS, Joao Paulo Ferreira. Técnicas estendidas do contrabaixo em três arranjos crossover de canções populares. 2018. 

Disponível em https://www.researchgate.net/profile/Italan-Carneiro/publication/309548660_Anais_I_MusPopUni_2015/links/58163a4b08aeb720f6880a77/Anais-I-MusPopUni-2015.pdf 



 

Marcelo Torca
Enviado por Marcelo Torca em 10/08/2026
Alterado em 13/08/2026
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